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Ólhó balão

Embalada pelas #FestasLisboa lá vi pela enésima vez a Canção de Lisboa, original #emBom e do mais politicamente incorreto que há! com a Beatriz Costa, o Vasco Santana-Vasquinho-Da-Anatomia,  e o “chapéus há muitos“, o “óióai vou daqui pró bailarico 🎶” tornando-nos no único povo do mundo a saber o que é o ” esternocleidomastoideo“. Toda aquela variedade de cenários, personagens lugares e situações de vida em geral que a maioria de nós já não viveu, mas acredita ser o retrato autêntico de uma época. On top – tem um piadão! Várias gerações depois, porque o humor é intemporal. Ou é, ou não é.

Também por acidente tropecei no “Canção de Lisboa” versão moderna. Um chorrilho de  estereótipos, tristes e ocos a piscar o olho ao moderno, digital, cosmopolita e urbano.

Esta nova “Canção de Lisboa” que não é canção e podia ser de outra cidade qualquer… saída do politicamente correto da inclusão, cansa de tanta inclusão. Parece uma caderneta de cromos da inclusão. De tão inclusiva torna-se discriminatória. Porquê? Porque se topa à légua a falta de autenticidade. É um guião dentro de outro guião. E o resultado final são personagens sem profundidade, não existe retrato social, não tem qualquer statement moral ou outro, e não tem, sequer, piadinha nenhuma. Ainda bem que não gastei o dinheiro do bilhete de cinema.

É por estas, e sobretudo pela perda da #autenticidade, esse asset tão importante no #SerPortuguês, que o Barney Stinson estava completamente enganado na sua “one rule: new is always better”.

Esta nova Canção de Lisboa não tem ponta por onde se lhe pegue. A “velha” Canção de Lisboa deixou-nos um ror de gimmicks que incluímos na nossa cultura pop, desta… não fica nada