Terá sido esta a frase da espanhola D. Luísa de Gusmán que entrou no imaginário popular com a expressão: “Antes rainha 1 dia (ou uma hora) que duquesa toda a vida”. A mulher de D. João, Duque de Bragança tentava assim desviar o marido das obrigações que lhe impunha Filipe de Espanha às voltas, para lá de sublevações internas, com a Guerra dos 30 anos.

Ficou para a História ficheiro_000-2portuguesa como Luisa de Gusmão, mas era, de facto, de Castela, Andaluza. O seu papel na adesão do futuro D. João IV à causa dos conjurados foi determinante e do maior relevo em toda a subsequente consolidação de precária independência portuguesa – Ajudou um indeciso e ponderado marido a agir e arriscar. O típico papel de mulher!

Posteriormente, tendo morrido (numa das inúmeras escaramuças de fronteira) o Infante herdeiro – D. Teodósio, perfilhou-se D. Afonso (VI) como sucessor, incapaz e mal preparado; foi a Luísa que D. João IV deixou em testamento a regência do Reino…

… D. Filipa de Vilhena (popularizada posteriormente), D. Mariana de Lencastre mais duas mães que armaram os seus filhos cavaleiros para a causa dos conjurados…

.. Isto tudo a propósito da visita dos Reis de Espanha Portugal em vésperas das comemorações do 1º de Dezembro. Rainhas espanholas há muitas – lá, assim como as houve cá.

“O último conjurado”, de Isabel Ricardo é um dos muitos livros sobre esta época que tenho lido. É um romance histórico com uma figura tipo Zorro – O fidalgo D.Gualdim! que afinal era…. leiam o livro – é divertido e ainda se aprende umas coisas.

 

PS: Como nota à margem ” Depois de Vós, Nós” – lema da Casa de Bragança.