Ageing (parece muito mais cool que envelhecimento!) – tantas abordagens possíveis:

  • A partir de que idade se começa a gerir o “envelhecimento”?
  • Quando se é “velho”? Há quem chegue aos 80 anos, novo?
  • O Desemprego Sénior: fala-se tanto, e com propriedade do desemprego jovem, e este? de já tão longa duração que em muito casos  já saiu das estatísticas do IEFP? E envergonhadamente esconde uma precariedade gritante?
  • E a perca de valor nas Empresas que ao prescindirem de profissionais experientes (mais caros) deitaram fora verdadeiros “doutoramentos” nas respetivas áreas e os substituíram por mão de obra barata? Sem que se fizessem as pontes da partilha do conhecimento?
  • Como se tornarão mais competitivas as organizações desfalcadas de conhecimento e experiência?
  • Qual o benefício real de trazer para as organizações novas gerações digitais, com novas visões, abordagens e conhecimentos e encaixá-los em estruturas e conceitos de gestão same-old-same-old?

ficheiro_000-1Estas são algumas das abordagens que esperava ver discutidas nesta conferência sobre Envelhecimento Ativo. Achei que ativo queria dizer com um papel na sociedade.

Falar de envelhecimento não se resume a falar de “velhos”. Sobretudo porque quase ninguém se considera velho. Aparentemente só se é realmente velho quando se é também doente.

Há portanto uma alteração de paradigma e a segmentação etária não tem aderência com a segmentação sociológica. E sempre que um paradigma dá lugar a um ainda-não-há-um-novo-paradigma (que é basicamente toda a sociedade atual) ou a um novo paradigma o discurso público oficial perde o pé com a realidade.

Envelhecimento Ativo tem que ver com envelhecimento da população, baixa natalidade, apoio à doença e ao abandono e os necessários cuidados de saúde e apoio social… Mas esta abordagem é a do copo meio vazio – responde à parte do envelhecimento, mas quando deixa de ser ativo. Portanto na conferência não se falou do tema proposto.

Porque é mais fácil mostrar números de aumento da expectativa de vida e outros. Mostrar números – a malta adora! E discorrer sobre o óbvio irrefutável.

As únicas abordagens interessantes vieram da Ana Sepúlveda que no 40+Lab estuda este segmento da população e os seus impactos na chamada #SilverEconomy, e do Pedro Santana Lopes, ele próprio sexagenário recente que, na primeira pessoa chamou a atenção para a perca de valor para a sociedade que é o deixar de incluir na equação os “mais experientes”.

As PONTES fazem parte de todos os percursos. Esta geração de #DigitalNatives só tem a ganhar com a ponte para esta geração do envelhecimento ativo que têm vindo a acumular experiência, conhecimento e já se tornaram, também digital savvy.

Esta geração da #SilverEconomy nasceu num mundo offline que entretanto se tornou online e adaptou-se. É de valor!

#MagsFinalTouch – é sonretudo nesta geração #silverEconomy que estão os #BusinessAcumen