A Sagres tem uma nova imagem. Desenvolvida por designers londrinos. Ninguém diria, ou deixaria de dizer. Estas Marcas nunca se “esticam” muito…ficheiro_000-37
No Facebook, o Carlos Coelho indigna-se: #shame! afinal se a Marca nos atira com o seu posicionamento carregadinho de Portugalidade seria de esperar alguma coerência nas várias facetas da “vida” da Marca, certo? Certo.
A patrocinadora da Seleção que inclui as quinas e o escudo na sua iconografia só teria a ganhar se esse “portugalismo” não fosse só do armazém até aos €€€. A Portugalidade deveria ser a âncora de todo o processo, ou tem esses valores em toda a linha, ou não tem de todo.
Porque não há outra desculpa.
O Carlos Coelho fala do pedantismo dos Diretores de Marketing que adoram recorrer a designers estrangeiros na ilusão de se relacionarem com este , “jet set do Marketing internacional”. E tem razão; metade da razão.
A outra metade ainda é pior. É preciso ter estado do lado do cliente para a reconhecer – chamo-lhe “apostar no fracasso”. É o medo de não resultar: ” se isto foi assim com o XPTO… imagine o que não seria….”
Toda a gente sabe que uma grande conta portuguesa, só é grande em Portugal. Cá faz a diferença para ter os melhores recursos alocados. Em Londres? It is just business as usual. As agências multinacionais, os designers londrinos, a SAP, ou a KPMG não apresentam forçosamente melhores soluções que a #Ivity, a #Quidgest ou eu. São apenas uma melhor desculpa para um eventual fracasso.
Do género fracassar com a SAP não é fracassar… é o costume…

PS: posto isto gosto da nova imagem. O Fundo das risquinhas é, a meu ver, outdated, muito 90´s, está aqui como poderia estar em qualquer coisa francesa, ou nigeriana… no ofense. No ofense taken.