Não é Mediterrânico! Atlântico!

A Geografia dá-nos este desígnio e legitimidade.

A História também. Fomos os primeiros a aventurar-nos por esse Atlântico desconhecido adentro. Com um propósito: tornámo-nos a Primeira Aldeia Global*, abrimos novas rotas, acrescentámos novos mundos… para o melhor ou pior alterámos o paradigma do que era o mundo de então.

A paisagem, o clima, este nosso ser que só está bem onde não está, a nostalgia e o medo do desconhecido… O #Fado,  contemplar aquele azul todo e suspirar pelo que poderíamos ter feito, estar a fazer, vir a fazer… mas depois este sol, esta alegria dos dias luzidios… e pronto. Cá vamos andando…

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Arroz de Lingueirão #doAlém (Restaurante Bagos Chiado)

E a Gastronomia. Ai a Gastronomia que teimam em chamar Mediterrânica! Não! #GastronomiaAtlântica: do mar à horta. Com alimentos sazonais ricos em fibras, o pão de cereais variados, as castanhas, bolotas, leguminosas, grande variedade de frutas e legumes frescos, peixe fresco, salgado como o bacalhau ou em conserva, mariscos, pouca carne vermelha e o azeite como gordura saudável. As sopas, as sardinhas com salada (extra pimentos sff), o bacalhau com couve, e um copinho de vinho à refeição que só faz bem 🙂

Vivemos neste condomínio chamado UE. Mas estamos sempre de frente para o Atlântico.

 

 

(*) O conceito de aldeia global foi introduzido por Marshall McLuhan, nos 1960’s na antevisão da globalização mediática e tecnológica.

A Primeira Aldeia Global – como Portugal mudou o Mundo“, de Martin Page é um livro imperdível #MagsMyBooksAndMe