Mês: Outubro 2017

Entregues aos bichos – #Inovação

 Porque um camarão com aquelas pernas todas, antenas e olhos esbugalhados é apetecível e um gafanhoto, não? A mim parecem-me bastante parecidos! Porque se comem caracóis e não besouros? Puro preconceito! Numa terra cada vez mais populosa e com a #sustentabilidade na ordem do dia existem já vários trabalhos no sentido de incorporar insetos na alimentação humana e animal. A PortugalBugs é um projeto português que, para já, cria besouros com finalidade alimentar! Desde logo fundamentado em cima de 2 hot #trends: #Sustentabilidade – a criação de insetos ocupa pouco espaço, são fáceis de criar e reproduzem-se  muito e com baixo impacto ambiental. Pegada ecológica incomparavelmente mais baixa que a criação de bovinos ou mesmo aves. #AlimentaçãoRacional – são uma boa fonte de proteína e de vitaminas (complexo B) e sais minerais (ferro, cálcio e zinco) O projeto decorre de um estágio na Faculdade de Ciência do Porto, e este é outro aspecto que gosto – o papel da Universidade como polo de conhecimento. Entre uma garagem e a incubação na AEP de Leça da Palmeira  quebra também o preconceito que as #StartUp são basicamente tecnológicas e investigam esta alternativa  proteica. Vou acompanhar o percurso deste projeto de investigação e criação, processamento e incorporação de insetos na alimentação. #MagsFinalTouch – durante a pesquisa que fiz sobre este assunto encontrei o Marcel Dicke que se tem dedicado a este tema e que fez um Ted Talk muito...

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Zamora 5 de Outubro de 1143 – Tratado ou geringonça…?

Então mas não foi aqui que nasceu Portugal? Mais ou menos. Embora o primo Afonso Raimundes, Afonso VII à altura, lhe reconhecesse dignidade régia, os termos da conferência apresentam Afonso Henriques como vassalo do rei de Leão… Mais interessante ainda é relembrar que alguns meses antes Afonso Henriques, possivelmente em Coimbra, ter-se-ia colocado debaixo da vassalagem direta do Papa numa homenagem à Sé Apostólica ante o enviado papal, o cardeal legado da Sé Apostólica, Guido de Vico, declarando  reconhecer apenas a autoridade eclesiástica e secular da Santa Sé e dos seus legados. Em Dezembro, e à margem do acordado em Zamora, Afonso Henriques reúne-se  em Braga com o arcebispo D. João Peculiar (*) e com os bispos do Porto e de Coimbra, a fim de escrever a missiva a enviar ao Papa, a “Claves regni celorum“, na prática a formalização do acordo com Guido de Vico. A resposta papal a esta carta mantém a ambiguidade: o Papa aceita a vassalagem do… ilustre duque portucalense! Não lhe reconhecendo a dignidade real por ausência de coroação sagrada pela Igreja. Esta apenas chegaria em 1179 – na Bula Manifestis Probatum de Alexandre III onde Afonso Henriques é reconhecido como rei e Portugal como reino independente. Portanto a conferência de Zamora para além de um acordo de partilha de futuros territórios a conquistar aos Mouros, traduz a reserva mental de Afonso Henriques em relação ao primo, garantido o tratamento régio, apesar de...

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