Custou-me a gostar de Augustina. Confesso. Nem sei porquê. Embirrei com a Sibila no secundário, na mesma altura em que andava a “varrer” de Molière, a Tolstoi, de Lawrence Durrell a Boris Vian, de Tolstoi a John Steinbeck, com os clássicos portugueses lidos há anos…

Cheguei a #Augustina por uma biografia sua de Florbela Espanca, numa altura em que, tendo conhecido um familiar desta, resolvi aprofundar a sua biografia e obra.

E fui por aí fora, e até li a Sibila. E fiquei sem perceber porque não tinha gostado antes, nas aulas de Português, tal como aconteceu com Fernando Pessoa ou Saramago. (*) Talvez existam livros e autores que não estejam destinados a serem apreciados em contexto de sala de aula. Aproveitar a literatura para fazer “chamadas de português, gramática e afins” com o execrável Professor Nogueira (o Bode) no Externato só não me fez odiar Eça, porque já estava apaixonada….

Hoje, no Expresso, diz Pedro Mexia: “…. não se gosta mais ou menos. Ou se recusa ou é uma adesão total. Temos vários grandes escritores, mas só alguns têm esta mesura de absoluta adesão ou recusa. Quem sente essa adesão absoluta à obra de Agustina, e é um grupo de leitores minoritário, acha que ela é a escritora do século XX português. ..” leia aqui o resto do artigo pois vale a pena. contudo, não concordo com PM: Comecei por detestar, e tal como Pessoa, ou Saramago, na altura devida passei a gostar.

bessa

 

 

#MarcasPT2019, Augustina Bessa Luis, uma #MarcaPortuguesa da #literaturaPortuguesa

(*) A culpa não foi certamente da querida Professora Jesus Vassalo dos Santos, cuja estima mútua me permitiu conhecer e perceber grandes autores. Agradeço-lhe até hoje ter-me “aberto” os Lusíadas, cuja edição de estudo, com as anotações tiradas nas suas aulas ainda hoje leio e releio e aprendo sempre, à distância, mais qualquer coisa.