Do novo, desde há 2 anos, RGPD…

Respondi até agora a 3 pedidos de consentimento para utilização de dados para fins específicos:
– Da Moda Lisboa porque enviou, por carta, pelo correio, pedindo o que pretende, explicando o porquê e o enquadramento do novo Regulamento. Simpático, simples, assertivo e profissional.
– Da Quidgest, pela forma atempada e clara. E também porque tenho grande simpatia e admiração por esta grande marca portuguesa (que responde com muito maior flexibilidade aos requisitos das Instittuições portuguesas que os grandes paquidermes internacionais, como a SAP).
– Da Trilogia  que nem conhecia mas que teve graça e enviou uma música do meu tempo: ” Please don’t go, don’t go away”. Ganharam a minha atenção!

Centenas já foram apagados da minha vida electrónica, já que, sendo o consentimento expresso, não responder, equivale a sair da base de dados. Um zilhão de outros estão a ir diretamente para uma pasta à qual “um dia” talvez lá vá.

 

 Há pelo menos 2 anos que ouço o advogado Dr. Marco Saias, especialista em Propriedade Intelectual, falar, com alguma preocupação, da displicência com que as empresas portuguesas estavam a (não) encarar a entrada em vigor do novo Regulamento Geral da Proteção de Dados.
Há 15 dias acordaram todos. E das duas uma: ou vão demorar anos a recuperar bases de dados, ou tentam de novo de modo mais criativo. Também podem continuar alegremente a fingir que não está a acontecer nada… por mim tenciono denunciar aqueles com quem não tenha grande afinidade, não saiba quem são ou não saiba como têm os meus dados. Na prática, vai ser uma roleta russa: gosto posso perdoar, não gosto e segue para a CNPD (que, não estando ainda preparada para começar a escrutinar a implementação das novas práticas, seguirá a via habitual de, pelo menos, atuar sobre as denúncias). 

Para quem ainda anda à toa em relação a este tema podem ler aqui os principais contornos desta questão tal como previamente publicado neste site.