Uma Tradição nascida em Alenquer há 700 anos com um enorme potencial cultural! Pensemos no novo paradigma do turismo, nas Jornadas Mundiais da Juventude e no potencial da recuperação desta Tradição nascida em Alenquer, mas cuja ressonância é sobretudo em Tomar e nos Açores.

Foi em Alenquer, no Domingo da Páscoa Católica de 1321 que, sob a égide de D. Isabel e D. Dinis, se registou a primeira manifestação do  “Culto Português do Espírito Santo”, com um quadro de cerimónias eventualmente determinado pela própria Rainha Isabel e várias insígnias e simbologias (que incluem a sua própria coroa).

No Domingo de Páscoa, a Procissão das Insígnias: a coroa e a bandeira  marcam o  começo das Festas.

Na noite de véspera do Pentecostes, é a Procissão da Luz  que traduz a luz inspiradora do Espírito, ao que se segue a celebração da Vigília de Pentecostes.

No Domingo de Pentecostes, realiza-se a  Procissão do Espírito Santo com destino ao  Largo do Espírito Santo, onde se realiza o grande Bodo.

No passado, ao estilo caridoso de D. Isabel o Bodo era destinado aos pobres. “Era constituído por carne de toiro, cozida em água e vinagre, e pão”. Vindo muitas vezes os próprios Reis assistir à Festa.

O BodoHoje a tradição é muito mais laica e o “Bodo é oferecido à população e forasteiros, suscitando o convívio fraterno próprio de uma refeição, capaz de superar as diferenças de raças, de convicções políticas, de condições sociais, de níveis culturais, e mesmo de credos religiosos, transformando as diferenças em riqueza de diversidade.
A sopa de carne, acompanhada pelo pão e pelo vinho, é a base do Bodo das Festas do Império do Divino Espírito Santo de Alenquer”.

De assinalar que  A  Festa Dos Tabuleiros, em Tomar decorrem destas nossas festas do Imperador, instituídas por D.  e Isabel D. Dinis, no quadro do culto do Espírito Santo. O mesmo se passa com as mesmas Festividades nos Açores, particularmente em Ponta Delgada, de onde foram sendo espalhadas pelo mundo na diáspora dos açorianos, assente numa dinâmica popular, com capelas próprias – os Impérios, sem dependência eclesiástica.

Hoje no Concelho Alenquer de Alenquer existe ainda um elevado número de igrejas e capelas do “Espírito Santo”, algumas lamentavelmente votadas ao abandono e esquecimento

Existe a intenção de recuperar e reconstituir historicamente as Festas do passado, como manifestação  da cultura popular num evento não apenas religioso. O Objetivo tornou-se mais humanista, destinado a fomentar espírito de comunidade: “um acontecimento aglutinador, capaz de congregar as forças vivas do Concelho. Celebram tudo aquilo que se faz em prol do bem comum e da dignificação da pessoa humana, nas artes ou na cultura, no desporto ou no lazer, sob o lema “O Espírito sopra onde quer!”.

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