O dia 1 de Fevereiro, o dia do #Regicídio, assinala o princípio do fim da Casa Real de Bragança.

A fundação da Casa de Bragança remota à época mais heróica de Portugal – a Revolução de 1383-85! E não poderia ter melhor linhagem: o 1º Duque de Bragança foi D. Afonso, filho de D. João, #MestreDeAvis (filho prévio, ao seu casamento com D. Filipa de Lencastre) e portanto trineto de #D.Dinis e a 1ª Duquesa de Bragança foi D. Beatriz, a filha única do nosso maior herói, #D.NunoÁlvaresPereira, o homem mais rico do Reino que congregava vários condados, senhorios e comendas. Era, portanto, uma linha colateral da #DinastiaDeAvis, descendente da dinastia afonsina, ou de Borgonha, e, portanto, descendente das dinastias francas capetianas e carolíngias; não admira, pois, que desde a sua génese tenha tido pretensões de se equiparar a casa real, o que veio a suceder no século XVII.

Restauração da Independência de 1640

Restauração da Independência de 1640

Brasão da Casa de Bragança

Brasão da Casa de Bragança

A Casa de Bragança foi a casa reinante da 4ª Dinastia, com o Duque D. João de Bragança a liderar os conjurados de 1640, a proclamar a Restauração e a tornar-se El Rei D. João IV.

Após quase 3 séculos de reinado, a Sereníssima Casa de Bragança foi a última Casa Real Portuguesa; numa primeira fase de 1640 – 1822 como monarquia absolutista e depois como monarquia constitucional.

Com o regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 começou o fim da Monarquia portuguesa e da Casa de Bragança na qualidade de Casa Real de facto; tendo subsistido, à época, os ramos “Orleães-Bragança” no Brasil e “Bourbon-Bragança”, em Espanha.

A segunda fase deste plano maçónico, na génese, e levado à prática pelos “primos” da Carbonária foi o 5 de Outubro de 1910, altura em que a Casa de Bragança foi declarada extinta e todos os seus membros exilados.

À altura da morte de D. Manuel II, o estado português assume que este morrera sem sucessores e, de acordo com o seu testamento, constitui com o respetivo património a Fundação da Casa de Bragança.

#MagsFinalTouch: A força das marcas é sobretudo de natureza emocional e icónica, razão pela qual as monarquias têm um potencial muito grande. Veja-se o #storytelling que se pode associar à #CasaDeBragança com ascendentes até à dinastia carolíngia… Acresce a liturgia, símbolos, crenças e valores associados e temos um potencial de marca que permite aos países em regime de monarquia uma narrativa fortíssima e capaz de dinamizar vastos setores da economia. “Fornecedor da Casa Real” é uma dessas marcas. Um par de dias na monárquica Londres ou na bem mais prosaica Amesterdão são suficientes para provar isto à saciedade.