Quando era pequena o 10 de Junho era o dia De Camões.

Luís Vaz  era a nossa maior glória poética. Era mesmo um herói. Com o tempo o seu dia – 10 de Junho foi-se diluindo  na espuma das efemérides.

Camões nasceu no pico da glória, imediatamente antes da derrocada de 1580.
Depois de Afonso V, João II, o Afortunado D. Manuel e o hábil D. João III, a Lisboa de D. Sebastião tinha destronado Génova e Veneza. Era uma cidade esplêndida, a 1ª aldeia global. Estava contudo laboriosamente tecida a armadilha de Castela com casamentos cruzados entre ambas as coroas.

Não chegou a ver esse momento que, no final dos seus dias parecia adivinhar. Para a história fica o seu epitáfio

Aqui jaz Luís de Camões

Príncipe

Dos poetas do seu tempo

Viveu pobre e miseravelmente

E morreu da mesma forma

No ano de MDLXXIX

A sua obra “Os Lusíadas”, destinada à glorificação dos portugueses e do seu, então, vasto Império, colide hoje com o politicamente correto que todos os dias vejo querer re-escrever a história à luz da ignorância sem as raízes da #EssênciaDePortugal, principal pilar da diferenciação capaz de sustentar o desenvolvimento do país num mundo globalizado.

Camões conhecedor da condição humana, acaba o canto I, lançado já na epopeia Lusíada faz esta sagaz reflexão

No mar, tanta tormenta e tanto dano.camões l

Tantas vezes a morte apercebida;

Na terra, tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade avorrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

 

Luis Vaz de Camões, a maior marca da #LínguaPortuguesa que glorificou, e que não podemos deixar que se vá desvanecendo e diluindo no meio das “efemérides” do dia 10 de Junho #DiaDeCamões

#Lusíadas #MarcasPT2019