O medo que eu tinha da #GuidaGorda(*)! Acho mesmo que foi a única pessoa de quem fui vítima de bullying! Às vezes era simpática e mandava-me desandar à distância, assim podia ir logo para os 3 Pastorinhos sem perder o tempo de chegar à porta…
E às vezes deixava-me entrar! E era mágico! O #Frágil não se parecia com nada que se passasse no resto da cidade. Era um universo de unicórnios: era uma galeria de arte, palco, passerelle, o laboratório onde todos eram ratinhos e os cientistas loucos: artistas, jornalistas, escritores, fotógrafos, designers e criadores em geral… Ficava embasbacada!  Esmagada por qualquer coisa de que eu não era voz ativa, mas de repercussão. Para mim o Frágil era Londres no Bairro Alto numa altura em que não havia voos low cost.

O Frágil era Londres. O #Lux é Lisboa. O Frágil era no #BairroAlto, o Lux, agora 20 anos depois, o #LuXX, é Europa. IMG_9866
O #Lux já foi a viragem de Lisboa para o cosmopolitismo, para o “urban beeing”. Começou a democratizar o universo dos unicórnios e esta força criadora e estética alargou-se a outros públicos.

Para o bem e para o mal: este “urban beeing” abriu-se do estilo aos estilosos. Mas a Lisboa de hoje, o país de hoje abriu-se à modernidade e ao mundo.
As festas por convite são, numa escala maior e mais velha, uma aproximação ao Frágil.
Aquele sítio mágico onde se encontram todas as pessoas, todas as estéticas, todas as verdades e todas as mentiras. E é tão fixe! E a música é boa. E se está cheio lá dentro há muito espaço cá fora… foi mais uma vez assim. Estava lá tudo e todos. Menos o Manuel Reis.

#MagsFinalTouch 1: Antes do Frágil ia-se jantar ao Pap’Açorda, em bom, ou ao Primavera. Mas num ou no outro em modo #Autêntico! Hoje o Pap’Açorda passou de estilo a estiloso e as tascas “gourmet” perdem a autenticidade… a verdade de Lisboa!
#MagsFinalTouch 2: O #Frágil foi verdadeiramente uma #Inovação: respondeu ao #EstadoDeNecessidade de modernidade de Lisboa e Portugal nos anos 80. À linguagem de hoje foi o primeiro #Hub das #IndústriasCriativas e de #StartUps. Ainda hoje é uma #MarcaPortuguesa forte, tal como o Lux e o LuXX, mas agora já com alcance além fronteiras

(*) Não percebo porque nas referências ao Frágil aparece agora, quase sempre, a Anamar. A porteira icónica do Frágil foi a Margarida Martins! Depois foi Presidente da Abraço e agora de uma junta de freguesia, mas era, de facto a “Guida Gorda do Frágil”! Mal me lembro de lá ter estado a Anamar…