São uma tradição secular no Alentejo, utilizadas pelos pastores para se protegerem do frio – a manta de trabalho, simples ou de riscas, e as do “enxoval”- as mantas grave ou de enfeite, mais decoradas e e valorizadas socialmente,  hoje em dia são tapetes, cortinados, colchas e tapeçarias decorativas.

mantas capaEm Reguengos de Monsaraz só a tenacidade de Mizette Nielsen, uma holandesa apaixonada por esta Mantas tão #EssênciaDePortugal, mantém de pé este projeto. Não são “apoios” que fazem falta. Faz falta que o País assuma o seu desígnio de País com saberes, iconografia, desenhos ancestrais (*) já engolidos no resto do mundo pela vertigem da globalização. Há mercados para estes produtos especiais e únicos. Uma #MantaAlentejana é sempre única, não há duas iguais, por muito que se tente…

A Fábrica Alentejana de Lanifícios mantas mizete

De fábrica só tem o nome, já que a produção é manual, em teares antigos, semi-manuais e com lã portuguesa (ovelha merino), onde 4 artesãs fazem tudo à mão. Insiste e persiste graças à tenacidade da  holandesa Mizette Nielsen que inovou nas combinações de cores e padrões e na versatilidade de tamanhos de modo a se adequarem a outros usos com  outras funcionalidades: decoração e isolamento.

Com a banalização do edredão, quente e muito mais leve (e barato…) a compra das mantas para este uso caiu abrutamente, hoje a Fábrica tem um mind set mais versátil e já dali saíram peças para cabeceiras de camas, com tapetes a condizer, tapetes para casas e hotéis e outras peças decorativas, os desenhos alentejanos antigos foram adaptados a novas utilizações.

De mantas a tapetes

Foto "A Vida Portuguesa"

Foto “A Vida Portuguesa”

Esta arte secular foi convertida em tapetes que começaram a preencher de cor o chão e as paredes de muitas casas alentejanas e, mais tarde, de hotéis. Seguiram-se pufes, almofadas e painéis decorativos para paredes, com  desenhos e criações especiais para hotéis como a Herdade do Esporão, o resort L’and Vineyards ou o hotel São Lourenço do Barrocal, entre outros.

Todos os anos são aqui convertidos em criações que preservam o saber e a estética das mantas alentejanas 4 toneladas de lã que em Lisboa e no Porto estão disponíveis  n’A Vida Portuguesa.

As mantas Alentejanas de Reguengos utilizam lãs tingidas o que as distingue de outras produzidas, de maneira mais caseira e familiar no Baixo Alentejo, onde se usa o beje e o castanho, a cor natural das ovelhas.

 

#MagsFinalTouch (*) As Mantas Alentejanas eram inicialmente destinadas a proteger do frio os pastores enquanto acompanhavam os rebanhos. Os padrões geométricos revelam raízes islâmicas, por oposição à estética mais figurativa da cultura cristã, e ainda hoje podem ser também observados na tecelagem dos pastores do Norte de África.

#MarcasPT2019, uma #MarcaPortuguesa por dia, dia 56

 

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