Em plena digitalização da sociedade e no burburinho dos Hubs de StartUps e do Web e outros Summits parece que a #Inovação Tecnológica é espuma dos dias de hoje. Não é. Sempre tem existido e sido alavancagem da Indústria portuguesa; alguns exemplos de inovação industrial nos últimos dois séculos:

  • 1784 o primeiro tear movido a energia mecânica externa – mudanças de escala local, indústria 1.0, one size fits all;
  • 1870 primeira linha de produção eléctrica – mudanças de escala nacional,  indústria 2.0, one size fits everywhere;
  • 1969 primeiro controlador programável – mudanças de escala global, indústria 3.0, one size fits anywhere;
  • 2000 primeira cloud para a resolução de tarefas complexas – relocalização da mudança para a escala local, indústria 4.0, one size fits one.
E isto para não começar mais lá atrás – na preparação dos Descobrimentos:  se os chins eram muito mais avançados que os ocidentais peninsulares então não é compreensível que a tecnologia balística se tenha desenvolvido toda cá, curiosamente onde a pólvora chegava a conta gotas quando no Império do Meio existia tanta quanto chuva na monção! Ou, se os nipónicos eram tão avançados no trabalho do aço e ferro a verdade é que as melhores peças de corte e disparo eram as portuguesas. Ou ainda, se os povos asiáticos eram tão avançados na matemática/geometria e, mais uma vez sem par no ocidente europeu, então não é compreensível que tenham sido os ocidentais que começou a construir em altura…
Portugal foi, isso sim, um país sempre aberto à troca de tradições e cultura que levou  de cá para lá e trouxe de volta, por exemplo: a primeira vez que Aristóteles foi publicado na Ásia, foi a partir de a uma tradução feita por um jesuíta português – #EssênciaDePortugal

 

 

Bibliografia : O Toque de Midas (Anthony Sampson), Gestão Segundo Tony Soprano (Anthony Schneider) e Dicionário Crítico de Filosofia Portuguesa (Maria de Lourdes Sirgado Ganho – coordenação)

 

Bartolomeu Lança, Dezembro 2018

Sugestão de pesquisa adicional – Batalhas e combates da Marinha Portuguesa, de Saturnino Monteiro