Foi inaugurada em 29 de Março de 1998 e o nome inseriu-se na Comemoração dos 500 anos  da chegada de Vasco da Gama à Índia. Naqueles saudosos tempos ainda se celebravam os feitos daqueles aventureiros em #Caravelas sem motor e GPS, e ainda não tinha pegado a mania de reescrever a nossa História à luz do politicamente correto de hoje…

Ponte Vasco da Gama é a ligação entre o Norte e o Sul sem ser necessário atravessar o interior de Lisboa. Há décadas que era estruturante para as ligações num País pequeno em que tudo deveria  ficar mais ou menos a um par de horas de distância, mas foi preciso a Expo98 para a coisa se realizar….

Antes da estética, do custo, da localização aquilo que realmente motivou o povo (e ainda sem as redes sociais de hoje) foram:

  • “A maior” da Europa, depois da Europa Ocidental (entretanto construíram outra na Crimeia que a destronou) e a não a já não sei quantas maior do mundo…
  • A “Feijoada” da inauguração! Lembro-me de na altura evitar, a grande custo e vergonha alheia, as reportagens, entrevistas e comentários em direto, nos telejornais, nas capas da imprensa… ainda hoje me sobe ao espírito essa mesma sensação – vergonha alheia requentada 21 depois!
    • A inscrição no Guiness World Records –  a maior feijoada do mundo: 15.000 pessoas numa mesa com 5 km! (a coisa entretanto pegou e agora andamos a chatear os senhores do Guiness todos os dias por tudo e por nada…)
    • Ahhh e tudo isto patrocinado pelo Fairy com  a promessa de lavar aqueles quase 15.000 pratos com apenas 1 litro de detergente; afinal “Durar é poupar”; hoje a embalagem e a assinatura da Marca são outras, mas mantém a mesma promessa: dura mais que os outros detergentes. Esta foi à altura a maior campanha de ativação de que uma marca jamais fizera! #Marketing do bom!

Dada a tendência para a derrapagem dos planos e a complexidade do projeto, confesso que foi com grande surpresa que vi esta obra concluída a tempo! O projeto começou muito antes, primeiro com a expropriação de terrenos e estudos do impacto ambiental; e a construção começou em 1995 assente em quase 2000 estacas cravadas no leito do rio Tejo, algumas até 95 metros de profundidade e com diâmetros  entre 1,70 m e 2,20 m, para suporte dos pilares da ponte. Há mais dados interessantes sobre o projeto de construção da ponto, mas esta fase é aquela que me parece sempre pura magia – é feita debaixo de água e é a estrutura vital para que TUDO o resto seja exequível! Outros dados sobre este projeto aqui.

Embora a outra ponte de Lisboa seja verdadeiramente mais icónica (e mais “instagramável”) a #PonteVascoDaGama é uma marca forte da cidade e do País – desde logo pelo seu peso simbólico: é, talvez, o primeiro ícone desta #Lisboa renovada que se voltou a tornar verdadeiramente cosmopolita a partir desse ponto de viragem que foi o “Lisboa 1994 capital europeia da cultura“. É também decorrente dessa 1ª grande nova #MarcaPortuguesa do sec XXI – a Expo98

#MarcasPT2019