Ganhámos não! Demos uma abada!

Inovação à medida para Portugal, Tendências são alguns dos temas com que me desafiam para falar nas empresas, nos seus encontros de quadros, convenções de vendas ou outras reuniões. Há dias partilhei com uma empresa algumas das razões porque devemos ter modelos de Inovação para Portugal e porque os “importados” e o discurso “oficial” não nos serve.

Fazia também parte do programa um team building com um  “peddy paper” com equipas de seis elementos. Na ausência de um dos participantes pediram-me que integrasse uma das equipas. Vamos lá!

Corria tudo lindamente quando uma das etapas obrigava a ir buscar o desafio seguinte de bicicleta. A equipa era de seis e estavam quatro bicicletas, uma das quais um tandem (bicicleta para duas pessoas), o raciocínio das várias equipas, cientes de estarem numa ação de team building, foi implementar os vários esquemas para irem todos.

“Nem pensar! Não me ponho em cima de uma coisa dessas!” Aliás lendo bem o enunciado só estava dito que era preciso ir buscar uma coisa para a etapa seguinte. Em dez minutos o melhor ciclista dos 6 foi buscar uma folha com um exercício de Sudoku que deveria ser entregue ao cimo das escadaria da última etapa. E um lápis.

Trabalhar em equipa nem sempre é irmos todos “de mãos dados”, e não é por existirem vários recursos que devem ser utilizados. Muita vezes basta encontrar the best man for the job. E de forma eficaz: utilizando o mínimo de recursos (a Frugal Innovation tinha sido um dos conceitos da minha palestra).

#MagsFinalTouch – Não é para me armar em croma, mas para compensar a falta de talento para o desporto atirei-me ao Sudoku. Uma vez mais: em nenhum lado do enunciado estava dito que este deveria ser feito no cimo da escadaria, podia ir sendo feito durante a subida. Pensamento lateral, pensar fora da caixa, livrar-se da caixa, arriscar fazer diferente – precisa-se para ter empresas com #AtmosferaInovadora. Esperámos  vinte minutos pela segunda equipa….