Modtíssimo: 400 coleções, 200 expositores, esperam-se 6000 visitantes. A boa notícia é a estratégia de #internacionalização das Empresas portuguesas. Há #Inovação: em tecidos “técnicos”, sustentáveis e a responder a outras #Tendências e #EstadosDeNecessidade  de clientes, as más notícias são quase tudo o resto.

  • Desde logo o #Branding – Modtíssimo: pode ser que seja fácil dizê-lo em italiano
  • É o “único Salão Textil do mundo a realizar-se num Aeroporto!” A #Inovação só o é quando tem um propósito, ou é uma solução. Ser num aeroporto é claramente marginal e só será relevante se o espaço for realmente conveniente. Senão é só mais um daqueles momentos “Melhores do mundo” que a malta adora…
  • A vantagem será o “comprador poder ir e vir no mesmo dia sem ter que pagar uma noite de hotel.” Até fico nervosa! O que é que isto tem de bom para aparecer em todas as entrevistas?
  • Que compradores são estes que vão comprar coleções e ficam muito contentes em “poupar uma noite de hotel?… da série #PobreteMasAlegrete. Em vez de pensarmos em “trabalhar” o cliente, fazer evoluir parcerias, pensamos em poupar trocos… A menos que estes “compradores” sejam meros “encomendadores”…

E chegados aqui temos a grande questão:

A nossa #IndústriaTextil é:

  • Fornecedora de matéria prima – Tecidos e Malhas que serão trabalhados e convertidos em Marcas
  • Fornecedores de marca branca e “private label”, ou seja, produtos já confecionados que serão convertidos em coleções por outras marcas

Temos muito orgulho na nossa “Qualidade” e na nossa capacidade de #Inovação, nomeadamente através de parcerias com centros de investigação. Temos uma enorme incapacidade em transformar este knowhow em Marcas, e passar do primado da produção indiferenciada para a incorporação de valor que só se consegue quando em vez de produtos se constroem e vendem #Marcas!

O setor têxtil é, como poucos outros no nosso país, altamente respeitado e valorizado até internacionalmente.Se há setor com possibilidade para construir Marcas este é um deles. Faltam parcerias, sobretudo entre a indústria Têxtil e a moda; por exemplo com os designers: aproxima-se a #ModaLisboa, os designers não utilizam tecidos portugueses? Acessórios portugueses? Calçados portugueses sabemos que sim graças à visão de Luis Onofre desde que está à frente da APICCAPS. Ganhariam todos, e quando assim é avançamos todos.

 

#MagsFinalTouch – Em colaboração com o Citeve, o iTechtStyle Showcase® – Textile Innovation and Business Platform é uma das áreas presentes que, conforme diz o seu site, “se destina a fomentar e a dar visibilidade à inovação na fileira Têxtil e Vestuário nacional, através da promoção e difusão de produtos e ideias inovadoras, bem como uma plataforma de fomento de negócios e de estímulo ao empreendedorismo… sempre numa lógica de aproximar detentores de ideias e conceitos inovadores a potenciais investidores. Pretende assim apoiar o desenvolvimento de novos produtos, novos negócios, novos projetos e iniciativas, que contribuam para o desenho de toda uma nova geração da indústria têxtil e vestuário, portadora de mais valor e mais inovação.”

Ou seja: Ideias e Produtos que irão ser incorporados e acrescentar valor a marcas, sobretudo estrangeiras. Não se fala uma única vez em desenvolver #Inovação para dar suporte à construção de #MarcasPortuguesas fortes!

 

#IndústriaTextilPortuguesa, #MarcasPT2019, uma #MarcaPortuguesa por dia

 

Foto: Compete, #Riopele (Uma das poucas marcas portuguesas reconhecidas)