Quando penso em #FestivalDaCanção o que vem à cabeça? A “Desfolhada” da #SimoneDeOliveira. Estive a rever o vídeo e continua brutal!

Que diva: um vestido maravilhoso! uma voz  voz mezzo- soprano poderosa! arcadas nas orelhas, acompanhada por uma guitarra portuguesa e a cantar a autenticidade de Portugal naquela altura. Ainda hoje gosto! Que punch!

De lá para 2017 existiram mais 2 ou 3 canções de que me lembre: o “Grande Amor” do José Cid e a “Lusitana Paixão” da Dulce Pontes… até aparecer o #SalvadorSobral.

O país caiu-lhe aos pés. Eu gostei. Gosto sempre de bons produtos de Marketing e, como ficou amplamente provado posteriormente, ganhámos a Eurovisão em 2017 porque houve um detalhado plano de Marketing que foi seguido à risca pelos manos Sobral #Salvadorable: It´s Marketing stupid!, foi um artigo que escrevi que gerou indignação e se revelou certeiro. Salvador Sobral não é o “Salvadorable” – interpretou um papel e ganhou: Formidável!

No ano passado tentou-se cavalgar a onda do “sensível-ó-lamechas”, acho que sem plano nenhum, nem de Marketing (e com um recall tão mau que tive de ir googlar quem nos representou o ano passado que já nem me lembrava – foi a mocinha do cabelo rosa…)

Este ano tentou-se cavalgar a onda kitch-ó-disruptiva da música israelita que ganhou o ano passado. Gosh!

Mas com plano de Marketing. Mau. Já estou a imaginar o briefing: queremos uma coisa inovadora,  disruptiva, inclusiva, moderna e que apele à tradição. Fez-se uma check list e construiu-se não uma canção, mas uma performance – só que o resultado não é inovador – é um amontoado de clichés que não se entranha, apenas se estranha! Não é inovação, não é sequer criatividade, é apenas diferente, pelo diferente, sem causa, nem rumo, nem statement, nem nada…

Tenho visto muitos briefings destes… queremos uma “coisa super cool, moderna e dinâmica” e agora, nos últimos anos: “que atinja os millennials”!

#FestivalDaCanção, #MarcasPT2019, uma #MarcaPortuguesa por dia

 

A minha memória mais antiga de televisão é o Apolo 70 a chegar à lua. Ainda me lembro da emoção, e de, secretamente temer uma qualquer hecatombe – talvez provocada pelo homem tentar ser Deus… Tinha 5 anos, vá lá! A outra é a Simone a cantar a “Desfolhada” num Festival da Eurovisão que punia o regime e nunca votaria nela.